Sem saída ele abdicou o trono em favor do seu filho, Pedro de Alcântara, que tinha apenas 5 anos de idade, dando início ao Período Regencial (1831-1840), já que de acordo com a Constituição o Brasil seria governado por três regentes, até a maioridade do herdeiro.

Como, no dia da abdicação, o parlamento estava de férias, foi eleita uma a Regência Trina Provisória (Nicolau de Campos Vergueiro, José Joaquim de Campos e Francisco de Lima e Silva), que governaria o país até o restabelecimento do funcionamento do parlamento e a eleição da Regência Trina Permanente (João Bráulio Muniz, José da Costa Carvalho e Francisco de Lima e Silva).
Uma figura de destaque, durante a Regência Trina permanente foi o padre Diogo Antônio Feijó, que foi eleito Ministro da Justiça e criou a Guarda Nacional, com a intenção de manter a ordem pública e deu poderes de “coronel” aos grandes proprietários de terra.
No ano de 1834. Os políticos moderados fizeram uma reforma na Constituição do Império, conhecida como Ato Adicional. De acordo com o Ato Adicional, a regência seria exercida por uma única pessoa com mandato de quatro anos. Como determinava o Ato, realizaram-se novas eleições para a escolha da Regência Una.

O vencedor dessas eleições foi o padre Diogo Antônio Feijó, ligado à ala progressista dos moderados. Quando ainda faltavam dois anos para terminar o seu mandato, Feijó renunciou e provisoriamente a Regência foi entregue a Pedro de Araújo Lima. Novas eleições foram realizadas e Pedro de Araújo Lima foi confirmado no cargo de regente.
Durante a Regência ocorreram inúmeras revoltas nas províncias brasileiras, havia muitas razões para tantas revoltas. Algumas das revoltas mais importantes que marcaram esse período foram a Revolta dos Malês (1835), a Cabanagem (1835-1840), a Revolta Farroupilha (1835-1845), a Sabinada (1837-1838) e a Balaiada (1838-1841).
A cabanagem foi uma grande revolta popular que aconteceu na província do Pará, dela participou uma multidão de homens e mulheres pobres. A Farroupilha ocorreu no Rio Grande do Sul e foi a mais longa revolta brasileira, uma das principais causas foram os problemas econômicos dos produtores rurais.
Guerra dos FarraposA Revolta do Malês aconteceu em Salvador, os negros africanos, denominados Malês organizaram um movimento para matar os brancos e conquistarem sua liberdade, mas acabaram derrotados pelas autoridades, muitos morreram outros foram presos, alguns condenados ao açoite público e outros ao fuzilamento.
A Sabinada ocorreu entre 1837/38, também na Bahia organizada pelo Médico Francisco Sabino e alguns intelectuais, eles queriam instaurar uma república enquanto o príncipe herdeiro fosse menor de idade, mas acabou com a prisão de seus líderes e morte de muitos.

A Balaiada aconteceu no Maranhão entre 1938/41, foi uma revolta popular insatisfeita com a crise econômica, liderada por Manoel Francisco dos Anjos (fazedor de balaios), Raimundo Gomes (vaqueiro) e Cosme, líder negros de escravos fugidos, mas com o ataque de Luís Alves de Lima e Silva a revolta foi derrotada, também com muitos mortos
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